O quem tem por aqui?

Tem nada de bom....
Duas doidas com vidas diferentes e opiniões iguais em zilhoes de coisas.
Ambas divorciadas... com mil idéias na cabeça...

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Será que é tão fácil?

Sabe quando você começa a ligar o "sitocometro" e perceber que as pessoas não querem mais ouvir você falar da saudade e da dor?
Pois bem!
Minhas graaaaaaaaaaaaaaaandes amigas andam me evitando, tem umas que ainda me dão um colinho e tals mas, a gente percebe que ninguém gosta de gente infeliz.
Amiga mesmo é aquela que fala o que você quer escutar e no meio fala o que você PRECISA ouvir!
Sem te magoar, sem te ofender.
Para as pessoas é fácil falar em seguir em frente, em arrumar um novo amor, em sair, em viver.
É claro, quando você está de fora, a solução é a mais fácil possível.
Mas, pra gente que chega em casa, sabe que vai dormir e ficar sozinha é mais difícil do que se pensa.
Pensar na divisão, na solidão, na separação, na falta do sexo, no divórcio, olhar tudo que se fez, lembrar dos momentos, é torturante!
Fácil as pessoas acharem que a vida segue normalmente, que se não deu certo não deu e ponto.
Mais difícil ainda é você contar sua história e as pessoas criticarem seu jeito de agir.
GENTE! CADA UM REAGE DE UMA MANEIRA!
Alguns entram em depressão, outros perdem o brilho, outros ganham um brilho inacreditável quando na verdade morreu por dentro.
Meu jeito de reagir ao fim do relacionamento é um misto, durante a semana, sou tranquila, chego em casa, enfio a cara no notebook e na tv, tomo banho, durmo, acordo, trabalho, reajo ao mau humor, faço minhas preces, tenho esperanças, perco as esperanças.
Aos fins de semana. geralmente enfio a cara na cerveja, não me alimento sozinha e choro alto dentro de casa.
Não deixei minha auto estima baixar, ao contrário, continuo me lambuzando de creme, me maquiando, me arrumando, me cuidando, na esperança de encontrar ele na rua ou de volta em casa e ele ver que continuo bonita, e mais magra.
Ao contrário de algumas mulheres, não me fechei para o mundo, olho para os lados, paquero homens bonitos, deixo que me paquerem, sorrio pras pessoas, procuro amizades novas, tento rotinas novas.
Dói pra caramba, mas, tento e tenho que reagir.
Mas, escutar as pessoas falando que a vida continua, que não vou morrer, que isso passa rápido é revoltante.
Porque não foram 8 dias, foram 8 anos, e é praticamente IMPOSSÍVEL você deletar da sua cabeça 8 anos vividos ao lado de quem se ama.
Não dá pra esquecer, não dá pra relaxar quando você ainda está ferida!
Então quando falo com alguns amigos que estão passando pela mesma situação, em vez de agredi-los falando do futuro, que ele é novo, bonito, trabalhador, e que logo esquecerá, digo a ele:
EU SEI O QUE VOCÊ ESTÁ SENTINDO! E SEI QUE DÓI!
São essas palavras que a gente quer escutar!


domingo, 6 de outubro de 2013

Sozinha.

Ontem me peguei com inveja, com saudade, uma dor profunda invadiu minha alma.
Me peguei querendo chorar no colo de alguém....
Minha melhor amiga, minha companheira, minha irmã de alma, preparou uma super festa pro filho, e eu não pude deixar de ir.
Já tinha me preparado psicologicamente pra ver casais, crianças...
Mas, foi impossível não ficar triste vendo casais com filhos se divertindo.
Esse era nosso sonho, ter nosso bebê, cuidar da nossa cria, quantas vezes sonhamos com isso, planejamos, criamos expectativas em ralação aos atrasos menstruais.
Foi difícil ir pra uma festa sozinha.
Sem meu amigo, meu marido.
Dou mais do que eu imaginava, mais dolorido do que eu pensava.
É horrível! Horrível! Difícil mesmo criar uma nova vida, tentar deletar da memória tantos momentos.
Eu quero ir embora dessa casa, quero dormir até acordar e esquecer esse pesadelo que estou vivendo.
Essa dor que me corta no meio e me impede de andar.
Alguém por favor me dá um remedio que me faça esquecer!
Deus! Me ajuda a passar por isso com sabedoria!!
Me ajuda, eu sei que preciso, que é minha lição, mas, dói!
Dói demais!
Deus! Me tira desse poço, me salva, me ajuda a renascer, eu não aguento mais!

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Altos e baixos....

Nesses 2 meses (é, hoje fazem 2 meses que ele se foi!), aprendi a conviver com uma montanha russa de emoções e sentimentos.
As vezes acordo forte como uma rocha, sorrio, me arrumo, me divirto, o dia rende, chego em casa cansada e esqueço de tudo que tenho passado.
São esses dias, que tenho esperanças de reconquistá-lo, tenho vontade de ligar pra dar bom dia....
Tenho vontade de fazer uma declaração pública de amor.
Quero limpar a casa, imagino ele entrando em casa e me dando um beijo, e falando sem parar de como foi o dia, sentando no sofá, mudando de canal a cada segundo, brincando com o gatinho, fazendo bagunça na casa....

Em compensação tenho meus dias de baixo, são esses dias que são terríveis....
A saudade corta a alma, o coração aperta, a lágrima insiste em sair, tudo que acontece no decorrer do dia me lembra um momento com ele.
E sempre sai aquele suspiro seguido da frase: Ai, que saudade do meu preto!
Ai, faço de tudo pra arrumar alguma coisa que me impeça ao máximo de voltar pra casa.
Tento esconder a dor e a tristeza.
Tento fingir que estou bem.
Chego em casa, me tranco, choro, olho para os lados e sei que estou sozinha numa casa que batalhei com outra pessoa pra ficar do nosso jeito.
É nesse dia que olho tudo, o piso preto que escolhemos juntos, os móveis que nós mesmos montamos nos fins de semana, no sofá marcado de tanto que ficamos nele, na tv mostra tudo que me lembra ele.
Abro a geladeira e a fome vai embora, porque tenho tudo que ele gosta e não vai comer.
Penso em arrumar a cama, e vejo o edredon do nosso time, lembro de quando compramos, e da nossa animação estreando....
Olho os peixinhos no aquário e lembro que ele todos os dias ao acordar alimentava e dizia: bom dia bichonas!
Entro no banheiro e está lá, só uma toalha....
Não encontro mais pelos de barba no lavatório.
Não tem mais duas escovas.
No meio da sala não tem mais chinelo pra eu tropeçar.
No quarto de solteiro não há mais um segundo guarda roupa dele....
Ai olho o relógio, pedindo pra hora passar rápido, e lembro que logo ele também vai embora, porque o relógio é dele....
Ai choro mais uma vez de saudade....
Perco as esperanças, quero ficar sozinha, borro a maquiagem que esconde meus olhos tristes.
Vou pro banho, e não tem mais ninguém pra invadir o banheiro e conversar comigo.
Não contei pra ninguém, mas, todos os dias, fico sentada na cama entre 21 e 23 horas, fazendo preces, pedindo a Deus que se for pra ele não voltar, que me tire esse vazio, esperando que ele abra a porta e me conte tudo de uma vez, sem ponto nem virgula como foi o dia dele.
Ai, desisto de esperar, fico com raiva de mim, porque ele não veio, e não vem!
Porque provavelmente está com outra pessoa, mais interessante, mais alegre, mais nova, mais bonita, conversando animado....
Ai eu durmo....
E só Deus sabe como vou acordar no outro dia.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Depois de um tempo....

Depois de 8 anos me dedicando a casa, ao marido ao trabalho e as contas da casa descobri em mim algumas coisas e frases de apoio que estão me ajudando muito.
Vi que meu salário dura mais tempo, e dentro desse tempo me pego comprando coisinhas, mimos pra mim, e quando vem a culpa eu digo: Eu estou me presenteando! Trabalhei o mês inteiro pra isso!
Ontem me peguei no cabeleireiro, fui só pra fazer as sobrancelhas, sai de lá, com o cabelo cortado, alisado, escovado, com algumas maquiagens a mais....
Consegui pagar as contas da casa, guardar a verba pra ração especial do meu gatinho....
Antes, eu recebia e pensava na casa, nas contas, no marido, na compra do mês!
Amanhã farão 2 meses que ele se foi, não se preocupou em ligar pra saber se eu precisava de alguma coisa, se eu estava viva, se estava bem.
Nesse tempo, olhei para os lados.
Aprendi a confortar as pessoas, a escutar pessoas que passam pelo mesmo, na mesma situação.
Aprendi que sábado é dia de alegria.
Que faxina de sábado só ser for em mim!
Aprendi a ver as pessoas me olhando, a olhar pras pessoas, a me pegar sorrindo pra um estranho....
Aprendi a trabalhar nas madrugadas....
Aprendi que posso sair dessa com algum aprendizado.
Hoje, ainda dói, é recente, o divórcio não saiu ainda, a partilha não foi feita, a falta dele ainda é grande, a saudade aperta no meio do dia, ainda sinto o cheiro dele em algumas roupas, ainda não  consigo comer algumas coisas.
Mas, sinceramente?
Tô vivendo.
Como? Trabalho, muito trabalho.
Orações, preces.
Todos os dias, coloco os meus joelhos não chão, peço a Deus que se ele não voltar que ele me proteja e me ensine a seguir em frente.
Falo pra Deus que confio nele piamente, que sei que tenho algo a aprender com tudo isso, que já me perdoei, que perdoei ele, e que fiz tudo pra tentar salvar o casamento.
Que até então, na minha cabeça seria eterno, que quando gaguejei no cartório sabendo que meu pai estava lá em alma, foi o sim mais feliz da minha vida. Aquele dia 23 de fevereiro de 2013 foi o dia que eu tive mais certeza do que eu queria.
Era esse o meu desejo, mas, se Deus viu infelicidade e insatisfação, separou para sermos felizes.
Perdoada, perdoado.
Consciência leve, corpo e alma livre.
Dói, mas, passa.
Fico feliz que ele esteja bem, crescendo na vida, conhecendo outra pessoa, quem sabe ela não é alma gêmea dele?
Então, todo mundo tem a sua tampa!