O quem tem por aqui?

Tem nada de bom....
Duas doidas com vidas diferentes e opiniões iguais em zilhoes de coisas.
Ambas divorciadas... com mil idéias na cabeça...

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Esse ano foi foda!

Meu...
Deus num momento de oscio olhou pra baixo, mirou em mim e disse: Vou bagunçar a vida dela um pouquinho porque ela aguenta.
Cara, esse ano foi de tantas provações, tantas lágrimas que só relembrando pra me sentir vitoriosa.
Minha alegria do casamento se tornou um mar de lágrimas e tristeza que parecia que nunca ia passar...
Foram 2 meses de tortura, solidão e sofrimento...
Joelhos no chão em apelo a Deus, gritos de dor e desespero, fins de semana solitários, cheios de álcool e solidão.
Deus me escutou, acalmou o coração, e me trouxe meu marido de volta... Mais carinhoso, mais amigo, mais companheiro.
Mas, essa reaproximação foi provocada pela doença da mamis, que a 3 semanas está internada...
Na primeira semana estava indo tudo bem, até ela ter uma crise na madrugada, ser sedada e amarrada na maca...
Aquela cena daquele domingo de manhã acabou comigo, entrei em panico ao ver minha rocha, minha rainha, minha companheira dopada na cama, molhada de suor, com o coração fraco demais, hipotermia, tentando me reconhecer...
Chorei, chorei de medo.
A médica me chamou e explicou a gravidade da situação, eu entendi, e chorei mais ainda.
Lembro que entrei no elevador e chorei alto agachada no canto.
Sai para o jardim do hospital e em prantos pedia pra Deus não deixar minha mãe sofrer mais do que aquilo.
Disse em alto e bom som que aceitaria a decisão DELE, que ELE sabia o que era melhor pra nós (como fiz quando me vi sozinha em casa), dessa vez, senti uma dor mais cortante que qualquer outra...
Lembrar que a um mês atras estávamos nos duas no Brás fazendo compras, que ela atravessava a cidade pra me fazer companhia...
Desde então tenho dormido todas as noites com ela, as vezes brigo porque ela teima em fazer coisa que não pode...
E não sei como dizer a uma pessoa que foi tão ativa que a realidade dela agora é outra.
Procuro falar com calma, as vezes perco a paciência... Mas, entendo que ela não está aceitando essa nova etapa da velhice dela...
Passaremos as festas de fim de ano aqui, estamos sozinhas, os parentes não me ajudam, só me cobram...
Os amigos me dão palavas de apoio...
E meu coração aperta toda vez que lembro que perderei minha velhinha mais cedo ou mais tarde...
E que essa é a lei da vida, nascer crescer morrer.... e se encontrar em outras encarnações....


domingo, 24 de novembro de 2013

Eu não esperava....

Parece que Deus olhou minha vida calma e tranquila e disse:
ESSA PRECISA DE ALGO NOVO PRA APRENDER!
E foi isso, primeiro o fim do casamento, e logo na sequencia a doença brusca da mãe.
A um mês atrás, ela estava andando comigo no Brás... e hoje não aguenta nem subir 5 degraus.
Foi de repente, liguei pra perguntar se ela estava bem e ela me disse que não...
Corri com ela pro hospital, e daí foram dias dentro de um hospital, indo e voltando, inalações, remédios...
E mesmo sabendo o porque dessa queda de saúde, eu não me assustei e continuei meu vicio maldito (cigarro, essa merda acaba com a pessoa!).
Enfim, agora é hora de cuidar de quem cuidou de mim...
São preocupações, dores, noites mal dormidas com as crises dela, mais uma mudança brusca na rotina que havia mudado a 3 meses e agora muda de novo....
E ele.... ele sabendo da doença da minha mãe, me mandando msg pra me desestruturar, e-mails...
E eu sozinha...
Corri pra família que nunca teve muita afinidade com as ovelhas negras da família.
E me vi rodeada de pessoas preocupadas com a minha velhinha.
No feriado do dia 20 de novembro eu estava muito cansada...Havia trabalhado até tarde, precisava colocar o sono em dia, e  acordei cedo porque ela estava passando mal, acionei meu tio que logo nos levou ao hospital e lá passei a manhã toda.
Graças a Deus não tenho do que reclamar, sempre fomos muito bem atendidas nos prontos socorros, os médicos muito solícitos, atenciosos com ela.
Ele querendo vir retirar as coisas dele, e eu insistindo que ele podia ir sozinho lá em casa porque estava cuidando da minha pedra preciosa...
Tive momentos de impaciência.
E ele me falando que eu estava fugindo....
Tive momentos de terror, de cair em tentação, de chorar perto dele, de pedir pra ele voltar.
Enfim, aceitei o encontro.
Ele veio no meio da tarde, quis ir ao shopping, atendi a porta armada com todos os meus sentimentos ruins.
Fomos conversar numa praça.
Ele me contou muita coisa, e sempre me falava que sentia minha falta.
Eu sem entender aonde essa conversa iria durar.
Tomei coragem pra perguntar se ele queria reatar, se era essa a intenção.
Ele disse que sim.
E eu friamente disse que poderíamos tentar, mas, que a minha prioridade era a mamis.
Que não queria que ele voltasse agora pra casa.
Estou confusa, com medo de me machucar de novo, de engordar de novo, de perder tanta coisa que eu conquistei nesses meses sozinha...
Tantas opiniões contra, 2 a favor.
Acontece que se eu não tentar não vou saber se vai dar certo agora...
S-O-C-O-R-R-O-O-O-O-O!

2 meses depois....

Enfim, demorei pra postar, porque já tinha cansado de colocar minha amargura em rede...
Foram 2 meses de tristeza, 2 meses de joelhos no chão pedindo a Deus a melhor escolha.
Foram noites sufocantes, noites turbulentas, sonhos bons, ruins, pesadelos, esperança....
Foram noites em que dentro do quarto eu ajoelhava e gritava socorro pra Deus, falava pra ele que o meu desejo era ter meu marido de volta, mas, que se fosse o melhor pra mim ficar sem ele que me tirasse a dor do coração e me deixasse seguir em frente.
E foi exatamente isso que aconteceu!
ELE me escutou, me tirou a dor, o sorriso voltou, os dias ficaram mais curtos, e as noites mais tranquilas.
Comecei a olhar para os lados, fiz novas amizades, me atrevi a sair com uma amiga pra dançar...
Tentei um novo relacionamento (que não deu certo por motivos óbvios!).
Me vi livre, postando fotos no face, esquecendo a tristeza, me conformando com um divórcio e todas as burocracias.
Parei de procurá-lo, parei de responder e-mails e mensagens, parei de pensar no que ele estaria fazendo e me concentrei em mim.
Comecei a usar meus sábados que antes eram faxinando a casa, para fazer as unhas, para sair com as amigas...
Conheci lugares diferentes...
E me peguei feliz.
A diferença foi notada, a maquiagem já não era pra esconder os olhos inchados de chorar, era pra ficar mais bonita.
Me senti mais bonita, mais sexy depois de anos.
Me vi desejada.
Recebi amigos em casa, fui na casa dos amigos....
Cheguei de manhã completamente bêbada e dormi de maquiagem.

Enfim, quebrei regras.
Uma nova vida começa.
Obrigada a senhorinha que não me conhecia e me deu um abraço que mudaria meu rumo, e suas palavras (VOCÊ É MAIS FORTE DO QUE PENSA!), realmente essa força eu desconhecia.

Obrigada a Elisangela (esposa do André) que me disse muita coisa bonita, e que também mesmo sem me conhecer soube da minha força antes de mim mesma.
Obrigada a Elisangela Santos que me acompanhou nas baladas.
Obrigada  a Joyce Rosa, que chorou comigo, que me consolou e foi irmã mesmo nas horas difíceis.
E obrigada MÃE, você não disse nada, não me deu colo, mas, ficou do meu lado.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Será que é tão fácil?

Sabe quando você começa a ligar o "sitocometro" e perceber que as pessoas não querem mais ouvir você falar da saudade e da dor?
Pois bem!
Minhas graaaaaaaaaaaaaaaandes amigas andam me evitando, tem umas que ainda me dão um colinho e tals mas, a gente percebe que ninguém gosta de gente infeliz.
Amiga mesmo é aquela que fala o que você quer escutar e no meio fala o que você PRECISA ouvir!
Sem te magoar, sem te ofender.
Para as pessoas é fácil falar em seguir em frente, em arrumar um novo amor, em sair, em viver.
É claro, quando você está de fora, a solução é a mais fácil possível.
Mas, pra gente que chega em casa, sabe que vai dormir e ficar sozinha é mais difícil do que se pensa.
Pensar na divisão, na solidão, na separação, na falta do sexo, no divórcio, olhar tudo que se fez, lembrar dos momentos, é torturante!
Fácil as pessoas acharem que a vida segue normalmente, que se não deu certo não deu e ponto.
Mais difícil ainda é você contar sua história e as pessoas criticarem seu jeito de agir.
GENTE! CADA UM REAGE DE UMA MANEIRA!
Alguns entram em depressão, outros perdem o brilho, outros ganham um brilho inacreditável quando na verdade morreu por dentro.
Meu jeito de reagir ao fim do relacionamento é um misto, durante a semana, sou tranquila, chego em casa, enfio a cara no notebook e na tv, tomo banho, durmo, acordo, trabalho, reajo ao mau humor, faço minhas preces, tenho esperanças, perco as esperanças.
Aos fins de semana. geralmente enfio a cara na cerveja, não me alimento sozinha e choro alto dentro de casa.
Não deixei minha auto estima baixar, ao contrário, continuo me lambuzando de creme, me maquiando, me arrumando, me cuidando, na esperança de encontrar ele na rua ou de volta em casa e ele ver que continuo bonita, e mais magra.
Ao contrário de algumas mulheres, não me fechei para o mundo, olho para os lados, paquero homens bonitos, deixo que me paquerem, sorrio pras pessoas, procuro amizades novas, tento rotinas novas.
Dói pra caramba, mas, tento e tenho que reagir.
Mas, escutar as pessoas falando que a vida continua, que não vou morrer, que isso passa rápido é revoltante.
Porque não foram 8 dias, foram 8 anos, e é praticamente IMPOSSÍVEL você deletar da sua cabeça 8 anos vividos ao lado de quem se ama.
Não dá pra esquecer, não dá pra relaxar quando você ainda está ferida!
Então quando falo com alguns amigos que estão passando pela mesma situação, em vez de agredi-los falando do futuro, que ele é novo, bonito, trabalhador, e que logo esquecerá, digo a ele:
EU SEI O QUE VOCÊ ESTÁ SENTINDO! E SEI QUE DÓI!
São essas palavras que a gente quer escutar!


domingo, 6 de outubro de 2013

Sozinha.

Ontem me peguei com inveja, com saudade, uma dor profunda invadiu minha alma.
Me peguei querendo chorar no colo de alguém....
Minha melhor amiga, minha companheira, minha irmã de alma, preparou uma super festa pro filho, e eu não pude deixar de ir.
Já tinha me preparado psicologicamente pra ver casais, crianças...
Mas, foi impossível não ficar triste vendo casais com filhos se divertindo.
Esse era nosso sonho, ter nosso bebê, cuidar da nossa cria, quantas vezes sonhamos com isso, planejamos, criamos expectativas em ralação aos atrasos menstruais.
Foi difícil ir pra uma festa sozinha.
Sem meu amigo, meu marido.
Dou mais do que eu imaginava, mais dolorido do que eu pensava.
É horrível! Horrível! Difícil mesmo criar uma nova vida, tentar deletar da memória tantos momentos.
Eu quero ir embora dessa casa, quero dormir até acordar e esquecer esse pesadelo que estou vivendo.
Essa dor que me corta no meio e me impede de andar.
Alguém por favor me dá um remedio que me faça esquecer!
Deus! Me ajuda a passar por isso com sabedoria!!
Me ajuda, eu sei que preciso, que é minha lição, mas, dói!
Dói demais!
Deus! Me tira desse poço, me salva, me ajuda a renascer, eu não aguento mais!

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Altos e baixos....

Nesses 2 meses (é, hoje fazem 2 meses que ele se foi!), aprendi a conviver com uma montanha russa de emoções e sentimentos.
As vezes acordo forte como uma rocha, sorrio, me arrumo, me divirto, o dia rende, chego em casa cansada e esqueço de tudo que tenho passado.
São esses dias, que tenho esperanças de reconquistá-lo, tenho vontade de ligar pra dar bom dia....
Tenho vontade de fazer uma declaração pública de amor.
Quero limpar a casa, imagino ele entrando em casa e me dando um beijo, e falando sem parar de como foi o dia, sentando no sofá, mudando de canal a cada segundo, brincando com o gatinho, fazendo bagunça na casa....

Em compensação tenho meus dias de baixo, são esses dias que são terríveis....
A saudade corta a alma, o coração aperta, a lágrima insiste em sair, tudo que acontece no decorrer do dia me lembra um momento com ele.
E sempre sai aquele suspiro seguido da frase: Ai, que saudade do meu preto!
Ai, faço de tudo pra arrumar alguma coisa que me impeça ao máximo de voltar pra casa.
Tento esconder a dor e a tristeza.
Tento fingir que estou bem.
Chego em casa, me tranco, choro, olho para os lados e sei que estou sozinha numa casa que batalhei com outra pessoa pra ficar do nosso jeito.
É nesse dia que olho tudo, o piso preto que escolhemos juntos, os móveis que nós mesmos montamos nos fins de semana, no sofá marcado de tanto que ficamos nele, na tv mostra tudo que me lembra ele.
Abro a geladeira e a fome vai embora, porque tenho tudo que ele gosta e não vai comer.
Penso em arrumar a cama, e vejo o edredon do nosso time, lembro de quando compramos, e da nossa animação estreando....
Olho os peixinhos no aquário e lembro que ele todos os dias ao acordar alimentava e dizia: bom dia bichonas!
Entro no banheiro e está lá, só uma toalha....
Não encontro mais pelos de barba no lavatório.
Não tem mais duas escovas.
No meio da sala não tem mais chinelo pra eu tropeçar.
No quarto de solteiro não há mais um segundo guarda roupa dele....
Ai olho o relógio, pedindo pra hora passar rápido, e lembro que logo ele também vai embora, porque o relógio é dele....
Ai choro mais uma vez de saudade....
Perco as esperanças, quero ficar sozinha, borro a maquiagem que esconde meus olhos tristes.
Vou pro banho, e não tem mais ninguém pra invadir o banheiro e conversar comigo.
Não contei pra ninguém, mas, todos os dias, fico sentada na cama entre 21 e 23 horas, fazendo preces, pedindo a Deus que se for pra ele não voltar, que me tire esse vazio, esperando que ele abra a porta e me conte tudo de uma vez, sem ponto nem virgula como foi o dia dele.
Ai, desisto de esperar, fico com raiva de mim, porque ele não veio, e não vem!
Porque provavelmente está com outra pessoa, mais interessante, mais alegre, mais nova, mais bonita, conversando animado....
Ai eu durmo....
E só Deus sabe como vou acordar no outro dia.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Depois de um tempo....

Depois de 8 anos me dedicando a casa, ao marido ao trabalho e as contas da casa descobri em mim algumas coisas e frases de apoio que estão me ajudando muito.
Vi que meu salário dura mais tempo, e dentro desse tempo me pego comprando coisinhas, mimos pra mim, e quando vem a culpa eu digo: Eu estou me presenteando! Trabalhei o mês inteiro pra isso!
Ontem me peguei no cabeleireiro, fui só pra fazer as sobrancelhas, sai de lá, com o cabelo cortado, alisado, escovado, com algumas maquiagens a mais....
Consegui pagar as contas da casa, guardar a verba pra ração especial do meu gatinho....
Antes, eu recebia e pensava na casa, nas contas, no marido, na compra do mês!
Amanhã farão 2 meses que ele se foi, não se preocupou em ligar pra saber se eu precisava de alguma coisa, se eu estava viva, se estava bem.
Nesse tempo, olhei para os lados.
Aprendi a confortar as pessoas, a escutar pessoas que passam pelo mesmo, na mesma situação.
Aprendi que sábado é dia de alegria.
Que faxina de sábado só ser for em mim!
Aprendi a ver as pessoas me olhando, a olhar pras pessoas, a me pegar sorrindo pra um estranho....
Aprendi a trabalhar nas madrugadas....
Aprendi que posso sair dessa com algum aprendizado.
Hoje, ainda dói, é recente, o divórcio não saiu ainda, a partilha não foi feita, a falta dele ainda é grande, a saudade aperta no meio do dia, ainda sinto o cheiro dele em algumas roupas, ainda não  consigo comer algumas coisas.
Mas, sinceramente?
Tô vivendo.
Como? Trabalho, muito trabalho.
Orações, preces.
Todos os dias, coloco os meus joelhos não chão, peço a Deus que se ele não voltar que ele me proteja e me ensine a seguir em frente.
Falo pra Deus que confio nele piamente, que sei que tenho algo a aprender com tudo isso, que já me perdoei, que perdoei ele, e que fiz tudo pra tentar salvar o casamento.
Que até então, na minha cabeça seria eterno, que quando gaguejei no cartório sabendo que meu pai estava lá em alma, foi o sim mais feliz da minha vida. Aquele dia 23 de fevereiro de 2013 foi o dia que eu tive mais certeza do que eu queria.
Era esse o meu desejo, mas, se Deus viu infelicidade e insatisfação, separou para sermos felizes.
Perdoada, perdoado.
Consciência leve, corpo e alma livre.
Dói, mas, passa.
Fico feliz que ele esteja bem, crescendo na vida, conhecendo outra pessoa, quem sabe ela não é alma gêmea dele?
Então, todo mundo tem a sua tampa!

domingo, 22 de setembro de 2013

Adaptação a uma nova rotina..... esperança e dor.

É difícil.... está difícil...
Depois de tantos anos, uma rotina, uma vida a dois, vem o vazio.
A casa fica mais fácil de limpar (faz falta a bagunça dele!)
As roupas para lavar diminuem...
Os sábados atarefados, os domingos de futebol e rua não existem mais.
Acordar no domingo e não ter pão fresco, não fazer barulho pra não acordar ele não tem mais....
Agora é 1 lençol, uma fronha, uma toalha...
O banheiro está mais limpo....
Mas, a falta é maior do que esses prazeres....
Você tem que se adaptar a uma nova rotina.
Uma nova vida.
Tentar não chorar, não ter esperança.
Tentar olhar pra frente e manter o pique.
Não perder as estribeiras quando não se tem pra quem fazer algo gostoso de comer.
Minha vida mudou muito.
Não consigo mais comer certas coisas, ver certos programas de TV, ir a certos lugares.
Tudo lembra a pessoa, em casa, na rua, nas conversas com amigos.
Essa semana foi a semana da relembrança. (se é que existe essa palavra!)
Lembrei de tantos momentos bons!

Lembrei de tantas aventuras.... de tantos momentos...
Parece que você perdeu a vida sabe?
Nada mais tem graça!
Mas, ai você lembra que a vida tem que seguir.
Entra no banheiro, chora, lava o rosto e vai.
Lembrar, lembrar, chorar, lembrar de novo, encarar uma nova vida não é fácil.
Mas, eu vou conseguir.

Ainda tenho esperanças, mas, tenho medo de lutar....


quinta-feira, 19 de setembro de 2013

100!

Cheguei na postagem numero 100! uhuhuh, quanta alegria !! (NÃO!)
Tá, eu não ando lá para comemorações, mas, levando a vida....
Ando um pouco bipolar, as vezes me sinto ótima, outras vezes quero me enfiar num bujão de gás e explodir!
Dizem que é normal, tem momentos que morro de raiva, lembro de momentos e fatos que não queria lembrar, choro, dou minhas patadas nas pessoas, tremo e fico prestes a dar uma voadora tipo matrix no primeiro desavisado que chegar perto.
As vezes, tenho esperança, nesses momentos me sinto mais forte, penso que é uma fase, que ele vai se arrepender e me escutar.
São nesses momentos que checo o e-mail e o celular a cada minuto pra ver se ele me ligou, tenho inspiração, quero ir até ele gritar que o amo que volte pra casa que não vivo sem ele (desse jeito mesmo, sem ponto nem virgula).
Os piores momentos são os momentos de solidão, de desesperança e saudade.
Fico quieta, pensando, chorando, sentindo falta da pessoa, quero morrer, penso em tanta besteira....
É um misto muito louco de sentimentos.
Pior é escutar coisas que as vezes são verdades, e quase sempre a verdade dói.
Tá, eu sei que as pessoas querem ajudar, mas, as vezes atrapalham....
São frases do tipo:
 NÃO PERDEU GRANDE COISA. (e?)
Você é bonita, nova, tem saúde, logo arruma outro muito melhor!
Vai lá menina, fica na porta dele (que nem um cachorro abandonado) e pede ele de volta!
Corre atrás! (do ônibus dele?)
Não corre atrás não! Não vai atrás, não se humilhe! (Isso todo mundo faz, corre atrás sim! não neguem)
Ah, logo você supera! (10 anos depois?)
Você é forte! (sou, vou arrebentar ele na porrada e forçar ele a voltar!)
Cara! Vai pra farra, beija muito! (como se eu fosse me arrumar na vida com um homem de balada!)
Enfim, o que era pra ser uma terapia de ajuda, acaba confundindo mais um coração partido e uma cabeça em pane!
Balada depois de um pé na bunda, é a mesma coisa que ir trabalhar com dor de barriga.
Superar a gente supera, mas que dói pra caralho dói!
São coisas que ninguém quer escutar.... mesmo que você não esteja com a pessoa, você a ama, e consequentemente ainda a defende... não quer que falem mal, porque só você tem o direito de falar pelas costas do abandonador de lar.
E assim vamos vivendo.... Um dia maquiada e vestida como uma drag que acabou de se achar na vida.
E no outro como um hippie perdido na estrada.
Tomara que passe logo essa montanha russa de sentimentos.... porque acho que ninguém me aguenta mais!

Caminhando e cantando.....NÃO! CAMINHANDO SIM! CANTANDO JÁ É DEMAIS!


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A separação....

Depois de tantos sonhos, de tanta luta, de tanta alegria, de tantos altos e baixos.... o casamento.... depois de 7 anos sonhando com esse dia, preparando os detalhes.... 5 meses depois veio a separação.
Foram 8 anos juntos, 7 dividindo o teto, os medos, as alegrias, as vitórias, a cama, o sofá.
E tudo pro ralo.
Enfim, não foi uma briga feia, foram anos de mágoas guardadas por ele, que preferia não falar, não conversar, e eu falando demais, errando sem saber...
Foram anos me dedicando ao homem mais maravilhoso, mais orgulhoso do mundo e mais rancoroso.
Foram anos lutando com ele, batalhando, sonhando, dividindo, me anulando, respeitando...
Mas, nada disso fez sentido quando finalmente ele juntou a mala de mágoas que ele carregou esses anos todos e se foi.
Não era a primeira briga, a primeira discussão....
Não foi a primeira separação, a primeira e até então última, durou uma semana, o amor e o perdão falou mais alto.
Mas, dessa vez sabia que ele tinha algo a mais, um motivo, mesmo que pra mim pequeno, sabia que estava cansado.
Mas, ele não sabia que as minhas últimas noites estavam sobrecarregadas de preocupações, sobrecarregadas de frustrações e medos, e para não incomodá-lo e preferia dormir.
Ele não sabia que eu também estava cansada.
Ele não sabia dos meus medos.
Ele não entendeu.
Mas, ele se foi.
Nos primeiros dias levantei a cabeça, orgulhosa, e dizia a mim mesma que isso era uma fase, que eu superaria.
Tinha um pouco de vergonha, de ter deixado o marido ir embora, de ter sido abandonada, de ser rotulada.
Mantive a pose e a força durante um mês, engolindo o choro.
No primeiro mes fiquei mais leve (10 kilos a menos), me sentia mais livre (sem tanta tarefa na casa), queria sair, ver o mundo que durante 8 anos via somente ao lado dele.
Ah! o gostinho da liberdade.
Ilusão.... Não tinha coragem de sair, ficava esperando ele ligar, queria ir atrás, e fui, fui atrás da pessoa que era a última que eu tinha que pedir colo, que me disse que eu era louca, que tinha jogado meu casamento no lixo, isso em meio a elogios, de que eu era honesta, trabalhadora e boa dona de casa.
Enfim.... 
Tentei, só não fui atrás do meu interesse, esperando a mágoa passar, fiquei na minha.
Mas, a saudade foi chegando, a tristeza, o vazio, a dor da perda, a dor da culpa, reconheci meus erros também, mas isso não valia mais nada.
Ligava e pedia pra ele olhar pra trás, relevar, perdoar, me dar uma chance.
Deus!
Como dói entrar em casa e não sentir mais a presença dele.
Deitar na cama e não sentir o cheiro dele.
Olhar o vazio da toalha, o vazio da sapateira, a arrumação perfeita da casa...
Fica o vazio, a falta de chão, a rotina perdida.
Durante 8 anos, eu tinha a minha vida, minha rotina, meu marido, meu amigo, meu companheiro, de banho, de cama, de fim de semana, meu consolador, meu irmão, aquele que bagunçava a casa, aquele que roubava o controle, que pedia pra cortar as unhas, que me abraçava no meio da noite e que me chamava de encrenqueira.
Perdi o companheiro de feira, de mercado, de dança.
Foi tudo tão rápido, tão instantâneo que até agora não consigo aceitar.
Agora não faço mais janta... não tem mais vontade de comprar nada de gostoso pra alguém que ia chegar e querer ver o jogo que ia passar na tv....
Não tem mais com quem conversar...
Hoje somente procuro a força em Deus, não tenho mais vontades, as vontades de Deus são os meus planos.
Hoje eu digo, somente Deus está comandando minha vida, ele me tira as dores, mas, minha alma me lembra da tristeza... Ai peço a Deus para me tirar dessa dor, desse momento.
As pessoas demoram a compreender, porque acham que é fácil.
Mas, somente quem passa por isso sabe o quanto é difícil superar, dividir o que estava unido a tanto tempo.
Nesse tempo, descobri meus erros, minhas forças, mas, descobri também a fraqueza....




sábado, 30 de março de 2013

Casada.... finalmente.


Pois é.... voltei casada!
Casada mesmo! De papel passado.
Foi em fevereiro, no dia 23, lá pelas 10 da manhã!
Foi tão tão legal! Na verdade não me lembro do que o juiz disse, porque eu estava numa emoção tão grande que me abstrai de alguns momentos.
Lembro que nas semanas que antecederam o casamento meu coração e corpo estavam a mil por hora, a saudade do meu pai aumentava a cada dia, eu queria que ele estivesse me vendo, queria a permissão dele, queria que ele me visse realmente casada!
Enfim, na hora em que fomos chamados para entrar no cartório, a música que tocava era Let it be, instrumental, e naquele momento eu tive certeza que ele estava me vendo, e estava orgulhoso de mim, orgulhoso igual ao dia em que ele entrou pela primeira vez na minha casa e viu que apesar dos apertos da vida eu vivia feliz com o homem honesto e gentil que eu escolhi para chamar de marido.
Não consegui pronunciar o tão esperado sim tão bem, gaguejei, o juiz pediu que eu repetisse, pigarreei e mesmo assim gerei a preocupação dos nossos 4 casais de padrinhos e familiares!
A festa foi o máximo, não tinha tantos amigos meus, e nem tantos parentes (só a mamis! orgulhosa, feliz e de fogo!), marido estava radiante, os amigos bagunçando com ele, o samba  (ao vivo) foi até tarde...
Passei uns 3 dias olhando a cada hora minha certidão de casamento para ter certeza de que não foi um sonho!
E agora, eu sou, casada, feliz, e quase realizada!
E que venha nosso pequeno herdeiro!