O quem tem por aqui?

Tem nada de bom....
Duas doidas com vidas diferentes e opiniões iguais em zilhoes de coisas.
Ambas divorciadas... com mil idéias na cabeça...

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Esse ano foi foda!

Meu...
Deus num momento de oscio olhou pra baixo, mirou em mim e disse: Vou bagunçar a vida dela um pouquinho porque ela aguenta.
Cara, esse ano foi de tantas provações, tantas lágrimas que só relembrando pra me sentir vitoriosa.
Minha alegria do casamento se tornou um mar de lágrimas e tristeza que parecia que nunca ia passar...
Foram 2 meses de tortura, solidão e sofrimento...
Joelhos no chão em apelo a Deus, gritos de dor e desespero, fins de semana solitários, cheios de álcool e solidão.
Deus me escutou, acalmou o coração, e me trouxe meu marido de volta... Mais carinhoso, mais amigo, mais companheiro.
Mas, essa reaproximação foi provocada pela doença da mamis, que a 3 semanas está internada...
Na primeira semana estava indo tudo bem, até ela ter uma crise na madrugada, ser sedada e amarrada na maca...
Aquela cena daquele domingo de manhã acabou comigo, entrei em panico ao ver minha rocha, minha rainha, minha companheira dopada na cama, molhada de suor, com o coração fraco demais, hipotermia, tentando me reconhecer...
Chorei, chorei de medo.
A médica me chamou e explicou a gravidade da situação, eu entendi, e chorei mais ainda.
Lembro que entrei no elevador e chorei alto agachada no canto.
Sai para o jardim do hospital e em prantos pedia pra Deus não deixar minha mãe sofrer mais do que aquilo.
Disse em alto e bom som que aceitaria a decisão DELE, que ELE sabia o que era melhor pra nós (como fiz quando me vi sozinha em casa), dessa vez, senti uma dor mais cortante que qualquer outra...
Lembrar que a um mês atras estávamos nos duas no Brás fazendo compras, que ela atravessava a cidade pra me fazer companhia...
Desde então tenho dormido todas as noites com ela, as vezes brigo porque ela teima em fazer coisa que não pode...
E não sei como dizer a uma pessoa que foi tão ativa que a realidade dela agora é outra.
Procuro falar com calma, as vezes perco a paciência... Mas, entendo que ela não está aceitando essa nova etapa da velhice dela...
Passaremos as festas de fim de ano aqui, estamos sozinhas, os parentes não me ajudam, só me cobram...
Os amigos me dão palavas de apoio...
E meu coração aperta toda vez que lembro que perderei minha velhinha mais cedo ou mais tarde...
E que essa é a lei da vida, nascer crescer morrer.... e se encontrar em outras encarnações....